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quarta-feira, 5 de março de 2014

TELHADO BRANCO

em quarta-feira, 5 de março de 2014


Ao voltar para sua casa em estilo rural em Sacramento, depois de um longo dia de trabalho no verão, Jon e Kim Waldrep costumavam ser recebidos por uma verdadeira muralha de calor. "Chegávamos em casa, no verão, e a temperatura estava em mais de 45 graus; era sufocante", diz Waldrep, que trabalha como gerente regional de uma empresa de alcance nacional. Ele e a mulher corriam para o ar condicionado e o ligavam, e os quatro filhos do casal, que chegavam com eles das creches, tinham de esperar alguns minutos por alívio.
Mas tudo isso mudou no mês passado. "Agora, chegamos em casa em dias em que a temperatura externa é de mais de 38 graus e, do lado de dentro, encontramos temperatura de 26 graus", diz Waldrep.
A solução que eles encontraram foi um novo telhado: uma cobertura de plástico branco brilhante que, segundo os especialistas, não só economiza energia mas pode ajudar a reduzir o aquecimento global. Aproveitando o secular princípio de que objetos brancos absorvem menos calor que os escuros, proprietários de imóveis como a família Waldrep se posicionaram na vanguarda de um movimento que adotou os "telhados frios" como uma das armas de custo mais acessível contra as mudanças no clima.
Estudos demonstram que a presença de telhados claros reduz os custos de ar condicionado em 20% ou mais nos dias ensolarados. O consumo de energia mais baixo que isso propicia significa redução nas emissões de dióxido de carbono que contribuem para o aquecimento global.
Além disso, um telhado branco pode custar apenas 15% a mais do que as versões escuras, a depender dos materiais utilizados, e ao mesmo tempo permitir uma redução nas contas de eletricidade. O secretário da Energia dos Estados Unidos, Steve Chu, ganhador de um prêmio Nobel de Física, vem difundindo o uso de telhados claros, no país e no exterior. "Telhados brancos", foi o conselho que ele deu à audiência televisiva do programa Daily Show, da Comedy Central, na semana passada.
O cientista Chu diz que seu heroi é Art Rosenfeld, um membro da Comissão Estadual de Energia da Califórnia que está em campanha pelos telhados brancos desde os anos 80, e o argumento de Rosenfeld é o de que se todos os telhados do mundo fossem claros, isso poderia representar uma redução do equivalente a 24 bilhões de toneladas em emissões de dióxidos de carbono, nos próximos 20 anos.
"Isso equivale às emissões de todo o mundo no ano passado", diz Rosenfeld. "Ou seja, em certo sentido significaria desligar o mundo durante um ano". Este mês, a casa de três dormitórios dos Waldrop está consumindo 10% menos energia do que fez no mesmo período em 2008. (A família poderia economizar ainda mais caso mantivesse o sistema central de ar em funcionamento enquanto está fora de casa.)
De Dubai a Nova Delhi e Osaka, no Japão, os telhados reflexivos vêm sendo promovidos pelas autoridades locais cuja prioridade é reduzir custos de energia. Nos Estados Unidos, eles se tornaram equipamento padronizado já há uma década, nas lojas novas da cadeia Wal-Mart. Mais de 75% das 4.268 lojas que o grupo opera nos Estados Unidos estão equipadas com eles.
Califórnia, Flórida e Geórgia adoraram códigos de edificações que encorajam a instalação de telhados brancos em edifícios comerciais. Aproveitando recursos dos fundos federais de estímulo a projetos que promovem eficiência energética, departamentos estaduais de energia e empresas locais de eletricidade muitas vezes oferecem financiamento aos interessados em adquirir telhados frios. Esses telhados também podem qualificar os proprietários de imóveis que os utilizem para créditos tributários, caso os materiais empregados constem da lista de produtos aprovados pelo programa Energy Star, da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos.
Mas o ardor dos proponentes dos telhados claros gerou reações adversas. Alguns arquitetos e especialistas em telhados argumentam que os proponentes ignoram as diferenças de clima ou as dificuldades inerentes à construção de telhados. Nos climas mais frios, dizem, telhados reflexivos podem significar custos mais altos de aquecimento, no inverno. Os cientistas reconhecem que os custos adicionais de aquecimento podem mais que compensar a economia com o ar condicionado, em cidades como Detroit ou Minneapolis.
Mas, para a maioria dos tipos de construção, afirmam, os telhados claros oferecem significativos benefícios líquidos, em regiões tão setentrionais quanto as cidades de Nova York ou Chicago. Ainda que os invernos nas duas sejam gélidos, no calor elas se tornam ilhas de calor devido aos milhares de metros quadrados de telhados que servem para absorver energia.
A física dos telhados claros é simples: o sol propicia tanto energia quanto calor, e o calor do sol é absorvido com facilidade por cores escuras. (Em um dia de verão, os telhados cobertos de piche usados em Nova York podem atingir temperatura de mais de 80 graus.) Já as cores mais claras refletem porção considerável dessa radiação, o que ajuda a manter edifícios - e, em termos mais amplos, cidades e o planeta- mais frios. E eles também re-emitem parte do calor absorvido.
Ao contrário das soluções de alta tecnologia para reduzir o uso de emergia, como iluminação por LEDs, os telhados brancos têm uma história longa e humilde. Casas em climas quentes costumam ser caiadas de branco há séculos.
Antes do surgimento dos sistemas de ar condicionado central, na metade do século 20, casas brancas ou claras, com telhados de material reflexivo, costumavam ser a norma no sul da Flórida, por exemplo. Mas então o ar condicionado central surgiu, acompanhado por telhados escuros que incluíam elementos como asfalto, piche e betume. Materiais como esses absorvem até 90% da energia calórica do sol - o que pode ser útil na Nova Inglaterra mas tem menos aplicação no Texas. Já um telhado branco pode absorver apenas 10% a 15% do calor recebido.
Agora, construtores de telhados em todo o território dos Estados Unidos estão na corrida para desenvolver produtos que lhes permitam lucrar com a expansão do movimento dos telhados planos dos shopping centers aos telhados inclinados das casas de subúrbio.
Anos de pesquisas detalhadas pelos cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley resultaram em um arco-íris de cores para os construtores de telhados, na forma de uma tabela que demonstra a capacidade de reflexão e re-emissão de cada matiz.
Hashem Akbari, colega de Rosenfeld no laboratório Lawrence Berkeley, diz que não sabe quanto tempo vai demorar para que os telhados claros conquistem o país. Mas ele aponta que um telhado, quer recoberto por telhas ou por um revestimento asfáltico, costuma durar entre 20 e 25 anos. Caso os cerca de 5% dos telhados que são substituídos a cada ano receberem cores mais claras, ele diz, a transformação no país estaria concluída em duas décadas.
Tradução: Paulo Migliacci ME








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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Jardim Filtrante

em quarta-feira, 23 de maio de 2012

Jardins filtrantes (ou fitorestauração), uma tecnologia francesa que usa plantas nativas de cada país para filtrar e cuidar dos efluentes de uma maneira mais ecológica e sustentável. Além de preservar a natureza, a solução também dá um toque paisagístico ao ambiente.
A empresa detentora da tecnologia é a Phytorestore France, que abriu uma filial no Brasil em setembro para explorar o mercado nacional. O diretor-geral da empresa, Arnaud Fraissignes, explica que o tratamento dos resíduos é feito por meio de uma sequência de jardins, formados por vários tipos de plantas aquáticas. Cada jardim promoverá uma etapa da despoluição e descontaminação dos materiais, que são jogados em cima das plantas.
Segundo o executivo, as raízes vão absorver e filtrar os resíduos. No final do processo, restará uma água tratada, que poderá ser usada em irrigação, formação de lagoas e outras finalidades (menos para beber). Em relação ao maior questionamento das pessoas, ele garante: "Não há nenhum cheiro ruim durante o processo de tratamento. Temos projetos com pessoas morando ao lado dos jardins".
Entre os projetos assinados pela empresa, estão clientes de peso como o Hotel do Club Med, nas Ilhas Mauricio, e a Louis Vuitton, um dos maiores conglomerados de luxo do mundo. No Brasil, os projetos vão atender à necessidade geral da população. Por enquanto, a empresa negocia três contratos, em Goiás, São Paulo e Minas Gerais. O primeiro projeto deverá ser firmado com uma prefeitura no Estado de Goiás.

A empresa faria o tratamento de esgoto bruto de uma cidade de 10 mil habitantes. Em São Paulo, os jardins vão tratar o lodo de uma estação de tratamento de esgoto, que hoje é depositado em um aterro sanitário. "Nossa tecnologia usa apenas plantas e é mais barata que os métodos tradicionais."
Segundo ele, um jardim médio, para cuidar do esgoto de uma cidade de 10 mil habitantes, custa em torno de R$ 2 milhões. Além disso, a manutenção é muito barata. "Depende apenas de um jardineiro." Confiante no elevado grau de competitividade, a Phytorestore, que no Brasil tem parceria com a empresa nacional Alliance Verte, planeja participar de licitações na área de saneamento.
Fraissignes comenta que a companhia também vai abrir uma biofazenda, nos moldes da que já existe na França. Nesse local, qualquer empresa poderá levar seus resíduos para serem tratados em jardins filtrantes. Na França, diz o executivo, há tratamento de mais de 40 tipos de efluentes, como lodo, óleo de cozinha, entre outros. Nesse caso, as empresas pagam o serviço por tonelagem. O projeto, que possivelmente será instalado em Suzano, também vai abrigar um centro de desenvolvimento de seleção de plantas e um viveiro.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tijolo Ecológico

em quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Como horta fica charmoso também. o Tijolo ecológico e ideias diversas.
 Para os amantes da natureza e da boa alimentação, ter uma horta é essencial. Mas como montar uma dentro do apartamento?
Claro que nós te ensinamos.
O primeiro e mais básico passo, claro, é escolher onde ela será montada e garantir que seja instalada num local ensolarado, pois as hortaliças precisam receber, no mínimo, cinco horas de luz solar por dia. Procure colocar sua horta em janelas ou perto delas como a da cozinha, varanda ou sacada.
Onde plantar também é importante. Procure fazê-lo em vasilhames, de jardineiras a jarros com volume mínimo de 1 litro. Outra boa sacada é aderir a onda sustentável e usar garrafas PET de 2 litros cortadas ao meio. Detalhe: nunca esquecer de furar embaixo para a drenagem da água, senão sua horta vai morrer afogada.
Depois, prepare o solo. O melhor é comprar a terra pronta que já vem com o pH ideal e com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio.
Para sua hortinha de apartamento escolha sabiamente, não adianta querer plantar cenoura. Escolha as hortaliças com raízes curtas, como alface, coentro, cebolinha, salsa, pimentão e couve-folha, ou até frutas de pequeno porte, como tomate-cereja e morango. Pesquise o espaçamento ideal de cada planta para que ela cresça sem atrapalhar a outra.
No começo, regue três vezes por dia até que a semente germine ou a muda pegue. Depois, basta uma rega diária, de preferência pela manhã.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

LEI DO TELHADO BRANCO

em segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Que transtorno seria se todos os milhões de moradores de São Paulo tivessem de pintar de branco o telhado de suas casas ou edifícios em um prazo de 180 dias? É justamente isso que determina um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal e que já foi aprovado em primeira votação pelos vereadores da cidade. O texto ainda deve ser votado uma segunda vez antes de seguir para a sanção do prefeito. Se aprovada, a nova lei pode custar mais de R$ 380 milhões para a população, segundo cálculos feitos pelo iG.
O vereador Antonio Goulart (PMDB) afirma que baseou seu projeto na campanha One Degree Less (Um Grau a Menos, em inglês), divulgada pela organização não governamental GBC Brasil. A entidade sugere que o uso de telhados brancos nos edifícios pode reduzir os efeitos do aquecimento global e o consumo de energia.
Para embasar sua ideia, a ONG divulga estudos do Lawrence Berkeley National Laboratory, vinculado à Universidade da Califórnia, que estimam que 25% da aérea de uma grande cidade sejam ocupados por telhados. A pesquisa também calcula que, a cada 100 m2 de área branca, é possível compensar a emissão de 10 toneladas de CO2 por ano.
A Prefeitura de São Paulo não possui dados sobre a área ocupada por telhados no município. Com base nas estimativas adotadas pela GBC Brasil, os telhados ocupariam 381 km2 da cidade de São Paulo, que tem uma aérea total de 1.523 km2. Assim, o uso de coberturas brancas poderia compensar cerca de 38 milhões de toneladas de gás carbônico ao ano.
Mas, para pintar toda essa aérea de branco, seria necessário mais de 68 milhões de litros de tinta, volume equivalente a 10,5% de toda a tinta branca produzida pelo país em um ano. Os cálculos foram feitos pelo iG com base em informações fornecidas pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tinta (Abrafati). O Brasil produz 1,083 bilhão de litros de tinta por ano, 60% deste volume é de tinta branca.

Segundo a entidade, uma lata de 18 litros é suficiente para pintar 100 m2 de telhado, superfície que requer tinta premium. Como o preço médio da lata de 18 litros gira em torno de R$ 100 na cidade de São Paulo, o custo para pintar todos os telhados da cidade chegará a R$ 380 milhões, sem considerar despesas com a mão de obra do serviço.
“Se o projeto for aprovado, vai faltar tinta branca na cidade. E o preço deve subir”, afirma Hamilton de França Leite Junior, diretor de sustentabilidade do Secovi (sindicato da habitação).

A campanha One Degree Less é patrocinada por três empresas, entre elas, as fabricantes de tintas Sherwin Williams e Dow Chemical. “É natural que eles tenham interesse em patrocinar a campanha. Mas os fabricantes de tinta não são os únicos patrocinadores. Também temos uma fabricante de motores”, diz Felipe Faria, gerente de relações institucionais da GBC Brasil.
Projeto pode ser alterado

O texto da atual versão do projeto é claro: “os telhados e coberturas das edificações deverão ser de cor branca. (...) As edificações deverão ser adaptadas às disposições desta lei no prazo de 180 dias, contados da data de sua publicação”. Mas o autor do projeto diz que a população não será obrigada a pintar o telhado de branco.
Se não será obrigatório, porque propor a questão na forma de lei e determinar um prazo para adaptação dos edifícios? “O projeto original prevê que os telhados sejam pintados de branco, mas devemos apresentar um texto substitutivo. O trâmite do projeto chamou a atenção para o assunto”, diz Goulart.
O vereador não informou quando apresentará a segunda versão do texto nem que alterações serão feitas. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, o projeto pode ser incluído a qualquer momento na pauta de votação do dia. A decisão depende de acordos entre as lideranças da Casa.

Vale ressaltar que isso tudo são medidas que podem salvar nossas vidas e vidas futuras são medidas necessárias para ajudar o planeta.pensem nisso incluam em seus projetos o telhado branco fora que fica um charme.
Profissionais da construção civil, arquitetos pensem nisso, sugiram aos seus clientes.
informações obtidas do site:
http://economia.ig.com.br/lei+do+telhado+branco+custara+cerca+de+r+380+milhoes+a+sao+paulo/n1597009588177.html













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PINTE O TELHADO DE BRANCO



ONG Green Building Council Brazil é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo incentivar a construção civil no país a adotar o conceito de "construção verde". Construção verde é uma série de estratégias de utilização do solo, projeto arquitetônico e construção em si, que reduzem o impacto ambiental. Entre os benefícios deste tipo de construção estão o menor consumo de energia, proteção dos ecossistemas e mais saúde para os ocupantes.

A atual campanha da ONG intitulada "One Degree Less", ou em português, um grau a menos, tem como base uma atitude simples e que todos podem fazer, basta pintar seus telhados de branco. Isto porque a cor branca reflete de 80 a 90% da luz solar incidente. Com as superfícies externas da casa pintadas de branco, menos calor penetra na casa e a temperatura interna pode variar até 5°C. A título de comparação, telhados pintados de vermelho ou marrom refletem de 20 a 35% e as cores laranja e cinza ficam na média dos 50 e 30% respectivamente. Vale lembrar que a tinta branca deve ser recomendada para áreas externas ou tinta naval.

Com menos calor você pode reduzir o uso de aparelhos de refrigeração, eletricidade e danos ambientais que seriam gerados para produzir aquela energia. Ah, e não se esqueça de aplicar uma nova camada da tinta branca toda que vez ela escurecer.



Fontes pesquisadas: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/voceecod/pinte-o-seu-telhado-de-branco#ixzz1d2QtIDNM

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